Uma mudança menos visível que um novo mostrador ou uma nova caixa entrou na coleção Rolex de 2026: a marca ampliou os critérios usados em sua certificação Superlative Chronometer.

A partir deste ano, resistência ao magnetismo, confiabilidade e durabilidade passaram a integrar formalmente o processo de avaliação. Os três critérios se somam a precisão, impermeabilidade, corda automática e autonomia, formando o que a Rolex chama de sete pilares de excelência relojoeira.

A alteração interessa porque desloca parte da discussão sobre desempenho para além da precisão diária. O comportamento do relógio diante de campos magnéticos e o desempenho ao longo do tempo ganham peso explícito dentro do sistema de certificação da casa.

O que mudou em 2026

A Rolex redefiniu sua certificação Superlative Chronometer em 2015.

Naquele momento, o relógio finalizado passou a ser avaliado em quatro áreas centrais: precisão, impermeabilidade, corda automática e autonomia.

Em 2026, a marca acrescentou três critérios.

O primeiro é resistência ao magnetismo. Campos magnéticos fazem parte do cotidiano contemporâneo e podem interferir em componentes mecânicos de um relógio. A Rolex passou a incorporar esse comportamento à avaliação de desempenho.

O segundo é confiabilidade.

O terceiro é durabilidade.

Diferentemente dos quatro critérios anteriores, avaliados no relógio finalizado, os novos parâmetros são monitorados ao longo das etapas de concepção e fabricação.

Sete pilares

Com a atualização, a certificação passa a considerar:

  1. Precisão
  2. Impermeabilidade
  3. Corda automática
  4. Autonomia
  5. Resistência ao magnetismo
  6. Confiabilidade
  7. Durabilidade

A mudança mantém o conhecido selo verde associado à certificação Superlative Chronometer.

O ponto importante não é apenas aumentar a quantidade de testes. Ao adicionar critérios ligados à resistência e ao envelhecimento do produto, a Rolex formaliza aspectos que afetam diretamente a experiência de uso de um relógio mecânico durante anos.

A atualização chega em um ano importante para a coleção

A mudança coincide com uma série de novidades da Rolex em 2026.

A marca apresentou novas configurações de Oyster Perpetual, Datejust, Yacht-Master II, Day-Date e Cosmograph Daytona, entre outras referências.

Em setembro, a Rolex também ampliou a coleção Perpetual com o Perpetual Padellone, relógio com calendário anual completo instantâneo e indicação das fases da Lua.

O Padellone representa outra frente da Rolex em 2026: enquanto a certificação amplia a forma como a casa mede desempenho e robustez, o novo modelo adiciona uma complicação de calendário inédita na coleção contemporânea da marca.

Por que magnetismo importa em um relógio mecânico

Relógios mecânicos trabalham com componentes de dimensões muito pequenas e oscilações extremamente controladas.

A exposição a magnetismo pode alterar o funcionamento de determinadas peças e afetar a regularidade do mecanismo. Computadores, caixas de som, fechos magnéticos, celulares e outros objetos do cotidiano aumentaram a presença desse tipo de campo ao redor do usuário.

É por isso que resistência magnética se tornou um tema técnico cada vez mais relevante na relojoaria.

Ao incorporá-la formalmente à certificação, a Rolex transforma essa resistência em um critério declarado de avaliação, e não apenas em característica técnica de componentes isolados.

Uma mudança que não aparece no pulso

A maioria das novidades relojoeiras é fácil de fotografar.

Um novo mostrador, uma nova cor ou uma complicação inédita aparece imediatamente nas imagens de lançamento.

A atualização do Superlative Chronometer é diferente. Ela acontece nos bastidores da engenharia e da fabricação, mas afeta a promessa técnica associada a todos os relógios que carregam a certificação atualizada.

Em 2026, uma das mudanças mais importantes da Rolex pode ser justamente uma das menos visíveis.