O Rosewood São Paulo tornou-se o melhor hotel da América do Sul e alcançou o sexto lugar na lista The 50 Best Hotels 2026. O endereço da Cidade Matarazzo avançou 18 posições em um ano na edição anunciada em Paris em 15 de setembro.
De acordo com a lista oficial The 50 Best Hotels 2026, o Rosewood São Paulo aparece atrás de Rosewood Hong Kong, Capella Bangkok, Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River, Atlantis The Royal e Passalacqua. O hotel brasileiro é o mais bem colocado da região sul-americana.
Rosewood São Paulo sobe do 24º para o 6º lugar
Na edição anterior, o hotel ocupava a 24ª posição. De acordo com o Media Hub da Rosewood, a passagem ao sexto lugar representa uma alta de 18 posições e coloca a propriedade entre quatro hotéis do grupo presentes nos 25 primeiros lugares de 2026.
O avanço não deve ser confundido com uma classificação oficial por estrelas ou com auditoria governamental. The 50 Best Hotels é um ranking editorial produzido a partir dos votos de uma academia internacional de especialistas em hospitalidade.
Segundo a Rosewood, a academia reúne mais de 800 votantes anônimos distribuídos por 13 regiões. O grupo inclui profissionais de hotelaria, jornalistas, viajantes experientes e outros participantes selecionados pela organização do prêmio.
O título de melhor hotel da América do Sul
A lista atribui títulos regionais ao hotel mais bem colocado de cada área geográfica. Como o Rosewood São Paulo chegou ao número seis, recebeu também a designação The Best Hotel in South America 2026, de acordo com a organização do ranking.
O Brasil colocou outro endereço entre os 50 primeiros: o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, aparece na 29ª posição. A presença de dois hotéis brasileiros oferece contexto para o resultado regional, embora o ranking não funcione como levantamento completo da oferta hoteleira do continente.
A posição reflete a votação daquela edição e pode mudar anualmente. O dado factual é o lugar obtido na lista de 2026, não uma afirmação permanente de superioridade sobre toda a hotelaria sul-americana.
Cidade Matarazzo combina patrimônio e torre contemporânea
O Rosewood São Paulo ocupa a antiga Maternidade Condessa Filomena Matarazzo e uma torre-jardim concebida por Jean Nouvel. De acordo com o material institucional da rede, o projeto reutiliza edifícios históricos e introduz uma estrutura vertical coberta por vegetação no conjunto próximo à Avenida Paulista.
A arquitetura ajuda a explicar a identidade visual do hotel porque reúne preservação e intervenção contemporânea no mesmo complexo. Em vez de instalar a operação em um edifício isolado, o Rosewood funciona dentro da Cidade Matarazzo, projeto que também abriga arte, gastronomia e residências.
O hotel soma 181 quartos e suítes e está associado a 100 Rosewood Residences. De acordo com a Rosewood, os interiores das acomodações utilizam livros, obras de arte e painéis de madeira, enquanto a coleção do complexo inclui mais de 450 trabalhos encomendados a artistas brasileiros.
Arte brasileira participa da experiência do hotel
A coleção não aparece apenas como decoração pontual. Obras foram comissionadas para diferentes áreas, criando uma narrativa visual ligada ao país e à cidade. Essa decisão diferencia o projeto de hotéis que repetem uma linguagem internacional sem relação direta com o destino.
De acordo com a rede hoteleira, mais de 450 peças de artistas brasileiros compõem o conjunto. O número inclui diferentes técnicas e escalas distribuídas pelas áreas do hotel, contribuindo para a identidade destacada pela própria premiação.
O contexto artístico também se conecta aos interiores concebidos por Philippe Starck. A participação do designer francês não elimina as referências locais, mas organiza materiais, mobiliário e objetos dentro de uma proposta associada à história da Cidade Matarazzo e ao modernismo brasileiro.
Seis restaurantes e bares e uma estrutura de bem-estar
O Rosewood São Paulo mantém seis restaurantes e bares, duas piscinas e o Asaya Spa by Guerlain, de acordo com o Media Hub do grupo. A oferta gastronômica procura refletir ritmos e ingredientes da cidade em conceitos distintos.
Essas áreas ajudam a situar a propriedade como hotel urbano de destino, capaz de receber hóspedes e também atrair moradores da cidade para restaurantes, bares e programas culturais. O ranking, porém, não publica uma pontuação separada para cada departamento, o que impede atribuir o sexto lugar a um único elemento.
Arquitetura, atendimento, gastronomia, arte e bem-estar são dimensões avaliadas pela experiência dos votantes. A metodologia baseada em votos produz uma síntese de percepções, não uma planilha pública com pesos para cada característica.
Rosewood Hong Kong lidera a mesma edição
O primeiro lugar global ficou com o Rosewood Hong Kong pelo segundo ano consecutivo. De acordo com a lista de 2026, a propriedade asiática foi seguida por Capella Bangkok e Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River.
O resultado coloca dois hotéis da Rosewood entre os seis primeiros. Para São Paulo, a presença da propriedade brasileira nesse grupo aumenta sua visibilidade internacional e associa o destino a uma seleção dominada por endereços asiáticos, europeus e do Oriente Médio.
O que o sexto lugar representa
A classificação confirma uma mudança mensurável: da 24ª para a sexta posição em doze meses. Também transforma o Rosewood São Paulo no representante sul-americano mais bem colocado no ranking de 2026.
O reconhecimento chega poucos anos depois da abertura do hotel na Cidade Matarazzo. Nesse intervalo, o projeto consolidou uma operação que depende da preservação de edifícios históricos, da manutenção da torre-jardim e da integração de uma extensa coleção de arte brasileira.
A lista será refeita em futuras edições e poderá produzir outra ordem. Em setembro de 2026, contudo, o registro oficial é claro: Rosewood São Paulo ocupa o sexto lugar mundial e recebe o título regional, enquanto Rosewood Hong Kong lidera a classificação global.