Um castelo encaixado na entrada de uma caverna, no meio de uma falésia de 123 metros. Uma residência renascentista cuja galeria atravessa um rio. Uma fortaleza em que enormes formações rochosas naturais substituem parte das muralhas. Entre os castelos da Europa, alguns se tornam particularmente interessantes quando a arquitetura é observada junto ao território em que foi construída.

A localização de uma fortificação podia determinar sua capacidade de controlar estradas, resistir a invasões ou vigiar um vale. Séculos depois, essas mesmas escolhas produziram algumas das paisagens arquitetônicas mais reconhecíveis do continente.

Os oito lugares desta seleção não pertencem à mesma época. Há estruturas com origens romanas e medievais, um château renascentista e duas grandes construções românticas do século XIX que deliberadamente evocam um passado muito mais antigo. O elo entre elas está na geografia.

Predjama ocupa uma abertura na rocha. Chenonceau avança sobre o rio Cher. Belogradchik incorporou paredões naturais ao sistema defensivo. St Michael’s Mount pode ser alcançado a pé ou de barco conforme o movimento da maré. Em Hohenzollern, até a floresta que hoje parece fazer parte eterna da paisagem surgiu depois da construção do castelo atual.

1. Predjama, Eslovênia: o castelo encaixado em uma falésia de 123 metros

À primeira vista, é difícil identificar onde termina a rocha e começa a construção. O Castelo de Predjama está encaixado na entrada de uma caverna no meio de uma parede rochosa de 123 metros de altura, no vilarejo de Predjama, a cerca de 9 quilômetros da Caverna de Postojna. Há uma fortificação nesse ponto há mais de 800 anos.

A localização tem função prática. A própria formação cárstica atrás do castelo integra sua estrutura, com passagens subterrâneas que historicamente ofereciam abrigo, acesso a água, armazenamento e uma rota oculta para o exterior.

A combinação de arquitetura e caverna rendeu ao lugar um registro no Guinness World Records, na categoria largest cave castle. O texto do recorde descreve Predjama como o maior castelo construído na entrada de uma caverna, com mais de 35 metros de altura.

A história mais conhecida do lugar está associada a Erazem de Predjama, cavaleiro do século XV envolvido em um cerco que alimentou séculos de lendas. O sistema natural existente atrás do castelo teria permitido comunicação e abastecimento enquanto a fortificação estava cercada.

Predjama passou por transformações ao longo dos séculos, mas a lógica que tornou sua posição defensiva tão particular continua imediatamente visível: parte daquilo que normalmente precisaria ser construído já existia na própria montanha.

É possível visitar Predjama?

Sim. O castelo permanece aberto à visita durante todo o ano. A caverna existente sob a construção tem acesso restrito ao período de junho a agosto, em função da hibernação da colônia de morcegos que habita o sistema subterrâneo.

2. Château de Chenonceau, França: o castelo que atravessa o rio Cher

Vista aérea do Château de Chenonceau sobre o rio Cher, na França
Vista aérea do Château de Chenonceau, com a galeria apoiada sobre arcos que atravessam o rio Cher.

Uma parte fundamental da arquitetura de Chenonceau atravessa o rio Cher.

O château que conhecemos atualmente começou a tomar forma entre 1513 e 1517, quando Thomas Bohier e Catherine Briçonnet construíram uma residência renascentista sobre as fundações de um antigo moinho fortificado. Décadas depois, a relação do edifício com a água mudou radicalmente.

Diane de Poitiers, que recebeu Chenonceau do rei Henrique II em 1547, mandou construir uma ponte atravessando o Cher. Depois da morte do rei, Catherine de Médicis assumiu a propriedade e avançou sobre essa estrutura. Em 1576, ela encomendou a Jean Bullant a construção de uma galeria sobre a ponte de Diane de Poitiers, segundo planos associados a Philibert de l’Orme.

O resultado é uma sala com aproximadamente 60 metros de comprimento e 6 metros de largura, iluminada por 18 janelas. Vista externamente, a longa estrutura repousa sobre cinco arcos que atravessam o rio Cher.

Séculos depois, essa solução arquitetônica adquiriu uma função inesperada. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Cher correspondia naquele ponto à linha de demarcação. A entrada do château estava na zona ocupada, enquanto a extremidade sul da galeria permitia chegar à margem situada na zona livre.

A família Menier, proprietária de Chenonceau desde 1913, facilitou a passagem clandestina de pessoas pelo château. O rio que havia transformado a residência em uma das imagens mais características do Renascimento francês tornou-se, naquele período, uma fronteira real.

É possível visitar Chenonceau?

Sim. O château e seus jardins permanecem abertos ao público todos os dias do ano, com horários que variam de acordo com a temporada.

3. Belogradchik, Bulgária: quando rochas naturais fazem o trabalho das muralhas

Fortaleza de Belogradchik entre as formações rochosas, na Bulgária
A Fortaleza de Belogradchik, no noroeste da Bulgária, com as formações rochosas incorporadas ao sistema defensivo.

Belogradchik exige uma precisão importante. Trata-se de uma fortaleza militar, sem histórico de uso residencial nobiliárquico. Sua presença nesta seleção se explica pela maneira incomum como a arquitetura militar se apropriou da geologia.

A fortaleza está inserida entre as chamadas Belogradchik Rocks, a 1,5 quilômetro da cidade de Belogradchik, no noroeste da Bulgária. O conjunto de formações rochosas se estende por cerca de 30 quilômetros de comprimento e 6 a 7 quilômetros de largura, e foi moldado pela natureza ao longo de mais de 200 milhões de anos.

Os romanos perceberam o potencial defensivo do lugar. Entre os séculos I e III, construíram a parte mais alta do complexo, chamada Cidadela, com a missão de controlar a rota que vinha de Ratiaria, cidade antiga situada perto da atual aldeia de Archar, na região de Vidin.

Em vez de erguer paredes em todos os lados, os responsáveis pela fortaleza utilizaram enormes blocos naturais como parte da proteção. Em dois lados do complexo, a própria rocha cumpre a função que normalmente caberia a muralhas.

O lugar foi ampliado em diferentes momentos da história. Ganhou reforços sob o czar Ivan Sratsimir, do reino medieval de Vidin, entre 1356 e 1396, e passou por reconstruções otomanas depois da conquista de 1396.

A fortaleza atual possui três pátios separados entre si, que somam cerca de 10.210 m², além de três bastiões e aberturas adaptadas ao uso de canhões. Seu último emprego como instalação militar ocorreu durante a guerra servo-búlgara de 1885.

Belogradchik é um dos exemplos mais claros desta seleção de uma arquitetura cuja forma seria completamente diferente sem a paisagem ao redor.

É possível visitar Belogradchik?

Sim. A fortaleza permanece aberta à visita, e o Ministério do Turismo da Bulgária registra disponibilidade de guias em búlgaro e inglês, com material informativo também em alemão e russo.

4. Castello Scaligero, Itália: uma fortaleza com um porto dentro do Lago de Garda

Castello Scaligero de Sirmione e sua dársena no Lago de Garda
O Castello Scaligero de Sirmione e a dársena fortificada, que encerra uma porção das águas do Lago de Garda.

Sirmione avança sobre o Lago de Garda em uma península estreita no norte da Itália. Logo na entrada de seu centro histórico está uma fortaleza construída em contato direto com a água.

O Castello Scaligero di Sirmione foi edificado depois da metade do século XIV e leva o nome da família Della Scala, que governou Verona e seu território de 1259 a 1387. As características arquitetônicas da fortaleza atual são atribuídas ao período de Cansignorio e Antonio II Della Scala, aproximadamente entre 1360 e 1380.

Seu elemento mais extraordinário fica ao lado do núcleo principal. O castelo possui uma dársena fortificada, um porto medieval protegido por muralhas e torres que ainda hoje encerra uma parcela das águas do Lago de Garda. Ali podiam se abrigar embarcações das frotas scaligera e, posteriormente, veneziana.

A estrutura é particularmente rara. O Ministério da Cultura italiano descreve o conjunto como exemplo extraordinário de fortificação lacustre, e a direção regional responsável pelo monumento classifica a dársena como exemplo excepcional de arquitetura portuária fortificada do século XIV. O projeto era unitário e já previa o porto destinado a acolher a frota.

A história recente da dársena explica parte de sua raridade. O bacino interno foi sendo aterrado pelo acúmulo de detritos ao longo dos séculos e tornou-se completamente transitável a pé no século XIX. Somente após as intervenções de restauro iniciadas em 1919 voltou a receber a água do lago, e sua abertura oficial ao público ocorreu em março de 2018.

A forma irregular do porto pode ter sido estudada propositalmente para proteger o espelho de água interno do vento de tramontana, conhecido na região como pelèr. A água entra fisicamente no sistema defensivo.

O castelo possui ainda uma torre principal, o mastio, com 37 metros de altura, de onde se observa Sirmione e o Lago de Garda.

É possível visitar o Castello Scaligero?

Sim. O monumento integra a rede estatal de museus italianos e abre de terça a domingo. A subida ao mastio está incluída no ingresso, enquanto a visita à dársena é permitida apenas durante visitas guiadas.

5. St Michael’s Mount, Inglaterra: a ilha em que a maré decide o caminho

St Michael’s Mount e o caminho de pedras até Marazion, na Cornualha
St Michael’s Mount, na Cornualha, com o caminho de pedras que liga a ilha a Marazion na maré baixa.

Em Mount’s Bay, diante da cidade de Marazion, na Cornualha, existe uma ilha cuja ligação física com o continente aparece e desaparece ao longo do dia. No topo está St Michael’s Mount, conjunto formado por castelo, igreja, jardins, porto e uma pequena comunidade residente.

A ilha é ligada à costa por um antigo caminho de pedras. Na maré baixa, o mar recua e revela a passagem, permitindo chegar caminhando. Na maré alta, o caminho fica submerso.

Durante a temporada de navegação, quando a passagem está coberta, barcos fazem a curta travessia entre Marazion e a ilha. O serviço opera entre 15 de março e 31 de outubro e depende das condições do mar e do clima.

A relação entre a ilha e o continente é muito anterior ao turismo. Na época da conquista normanda, o local já havia passado à posse da abadia beneditina do Mont Saint-Michel, na Normandia. A igreja e as estruturas religiosas começaram a ganhar forma no topo da ilha durante a Idade Média, e o Mount também assumiu funções defensivas em diferentes períodos.

Desde o século XVII, o lugar está associado à família St Aubyn, que comprou a ilha em 1659. Sua propriedade atual possui uma estrutura pouco convencional. Em 1954, Francis St Aubyn, terceiro Lord St Levan, transferiu grande parte da ilha ao National Trust. A família manteve o direito de viver no castelo por um arrendamento de 999 anos e continua envolvida na administração da atividade turística.

Em 2025, Felix e Alice St Aubyn mudaram-se para o castelo com os dois filhos. Aproximadamente 30 pessoas vivem hoje na ilha ao longo do ano.

St Michael’s Mount permanece, portanto, monumento histórico, residência privada, atração turística e pequena comunidade, tudo condicionado por um elemento que nenhuma administração controla: a maré.

É possível visitar St Michael’s Mount?

Sim. A visita precisa ser planejada segundo o calendário oficial e a tábua de marés. O caminho de pedras costuma permanecer disponível por aproximadamente quatro horas ao dia, mas a janela varia diariamente.

6. Hochosterwitz, Áustria: 14 portões antes de chegar ao castelo

Burg Hochosterwitz e o caminho fortificado que sobe a montanha, na Áustria
Hochosterwitz, na Áustria, e o caminho sinuoso protegido por 14 portões fortificados.

Em Hochosterwitz, a paisagem não oferece uma chegada direta. O caminho até a fortaleza sobe pela formação rochosa em uma sequência sinuosa e atravessa 14 portões fortificados antes de alcançar o núcleo principal. É justamente essa sucessão de obstáculos que transformou o acesso em uma das características mais reconhecíveis do castelo austríaco.

A história documentada do lugar registra a primeira menção ao castelo no ano de 860, mas grande parte do sistema defensivo que define sua aparência atual está relacionada à família Khevenhüller. Em 18 de março de 1571, Georg Khevenhüller adquiriu a propriedade do arquiduque Carlos da Áustria.

As obras realizadas naquele período transformaram o caminho até a fortaleza em uma sucessão de estruturas defensivas. Os 14 portões não são idênticos. Foram concebidos de maneiras diferentes e aproveitam o relevo para obrigar um eventual invasor a superar obstáculo após obstáculo enquanto permanecia exposto aos defensores.

Vários deles ainda conservam as datas das obras, do Landschaftstor, de 1570, ao Nautor, de 1583. A administração do castelo trata a sequência de portões como seu símbolo arquitetônico.

Há ainda uma rota alternativa, conhecida como Narrensteig, esculpida no trecho íngreme e rochoso do lado oeste. A geografia transformou o percurso até Hochosterwitz em parte da fortificação.

É possível visitar Hochosterwitz?

Sim. A fortaleza recebe visitantes em calendário sazonal, com temporada que vai de abril a novembro. Horários e período de funcionamento devem ser confirmados antes da viagem.

7. Neuschwanstein, Alemanha: um castelo do século XIX vestido de Idade Média

Castelo de Neuschwanstein com os Alpes ao fundo, na Baviera
Neuschwanstein, na Baviera, cuja pedra fundamental foi colocada em 1869.

Poucos castelos da Europa são tão associados visualmente à Idade Média quanto Neuschwanstein. A impressão é enganosa. A pedra fundamental da construção foi colocada em 5 de setembro de 1869, por ordem de Ludwig II da Baviera.

O rei pretendia criar uma interpretação idealizada do universo dos cavaleiros e das lendas medievais em um cenário alpino que reforçasse essa fantasia. A própria preparação do local exigiu intervenção considerável. A partir do verão de 1868, até oito metros de rocha foram removidos em determinados pontos para abrir espaço para as fundações.

Enquanto a aparência evocava séculos anteriores, o método construtivo utilizava recursos modernos. As fundações foram executadas com cimento. As paredes eram de tijolos revestidos com calcário claro. A enorme Sala do Trono exigiu uma estrutura de aço. Guindastes usados durante as obras eram movimentados por máquinas a vapor.

O contraste ficava ainda mais evidente nos interiores. Neuschwanstein possuía aquecimento central por ar quente, água corrente em todos os pavimentos, água quente e fria na cozinha e sanitários com descarga automática. Ludwig II podia chamar empregados por meio de um sistema elétrico de campainhas. Havia telefones no terceiro e quarto andares e um elevador para transportar refeições.

A administração dos palácios da Baviera resume a situação de maneira reveladora. Em Neuschwanstein, a Idade Média era apenas ilusão, e por trás da aparência antiga escondiam-se a tecnologia mais moderna e o mais alto conforto disponíveis no século XIX.

Ludwig II começou a ocupar o Palas em 1884, mas morreu em 13 de junho de 1886 e nunca viu todo o projeto finalizado. A Kemenate e a Torre Quadrada foram concluídas apenas em 1892, em versões simplificadas.

O reconhecimento internacional do conjunto é recente. Em 12 de julho de 2025, o Comitê do Patrimônio Mundial inscreveu o castelo na lista da UNESCO, dentro do bem serial The Palaces of King Ludwig II of Bavaria: Neuschwanstein, Linderhof, Schachen and Herrenchiemsee. A administração bávara dos palácios confirma a inclusão dos quatro sítios do rei.

É possível visitar Neuschwanstein?

Sim. O castelo permanece aberto ao público. Os interiores só podem ser conhecidos por meio de visitas guiadas com horário determinado, e a administração recomenda a compra antecipada do ingresso.

8. Hohenzollern, Alemanha: três castelos no mesmo topo de montanha

Castelo de Hohenzollern cercado pela floresta, na Alemanha
O Castelo de Hohenzollern, terceira construção erguida no Zollerberg, cercado pela floresta plantada após a obra.

A construção que hoje domina o Zollerberg é o terceiro Castelo de Hohenzollern erguido naquele topo de montanha.

Evidências arqueológicas indicam uma primeira fortaleza naquele topo já na primeira metade do século XI. Ela foi destruída em 1423, depois de um cerco de dez meses conduzido pela liga das cidades suábias. Em 1454, o conde Jost Niklas lançou a pedra fundamental de um segundo castelo, posteriormente reforçado e utilizado por séculos até entrar em decadência e chegar a ruína no século XVIII.

A construção atual surgiu apenas no século XIX. Depois de visitar as ruínas em 1819, o futuro rei Friedrich Wilhelm IV da Prússia decidiu reconstruir o antigo assento ancestral de sua dinastia. As obras começaram em 1850, a partir de projetos do arquiteto Friedrich August Stüler, com participação do engenheiro militar Moritz von Prittwitz na concepção da rampa de acesso.

O terceiro Castelo de Hohenzollern foi inaugurado em 3 de outubro de 1867, em cerimônia conduzida pelo rei Wilhelm I da Prússia e pela rainha Augusta. Do conjunto anterior, a capela católica de São Miguel, do século XV, foi incorporada à nova edificação.

Existe, porém, um detalhe menos conhecido na história da paisagem. Quando a reconstrução terminou, a montanha não possuía a cobertura florestal densa que hoje enquadra o castelo nas fotografias aéreas. Depois da conclusão da obra, foram plantadas 92 mil faias na encosta. A floresta que hoje parece inseparável da fortaleza é, em parte, resultado de uma intervenção realizada depois da própria arquitetura.

A história da propriedade ganhou ainda um capítulo recente. Durante décadas, dois ramos da Casa de Hohenzollern compartilhavam sua posse. Esse arranjo terminou no fim de 2025, quando Karl Friedrich, príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, transferiu ao primo o terço que detinha, com efeito em 31 de dezembro daquele ano.

Desde 1º de janeiro de 2026, Georg Friedrich, príncipe da Prússia, é o único proprietário do Castelo de Hohenzollern. O conjunto segue como propriedade privada da família e é administrado como empresa aberta ao público, sustentada por ingressos, gastronomia e eventos.

É possível visitar Hohenzollern?

Sim. O castelo funciona como atração cultural aberta à visitação, com programação e horários definidos pela própria administração.

O que estes castelos da Europa revelam sobre arquitetura e paisagem

Não existe uma única ideia de castelo europeu capaz de explicar os oito lugares desta seleção.

Predjama desenvolveu-se em contato direto com uma caverna. Chenonceau nasceu como residência renascentista e posteriormente ganhou uma galeria sobre um rio. Belogradchik é uma fortificação militar que transformou formações geológicas em defesa.

Sirmione protegeu embarcações dentro de uma dársena cercada por muralhas. Em St Michael’s Mount, a maré determina a relação cotidiana entre ilha e continente. Em Hochosterwitz, o próprio percurso de subida foi transformado em sucessivas barreiras defensivas.

Neuschwanstein e Hohenzollern contam outra história. Ambos possuem a aparência de castelos muito antigos, mas suas configurações atuais pertencem essencialmente ao século XIX, período em que a arquitetura historicista reinterpretou a Idade Média com objetivos políticos, familiares e românticos.

Em um deles, estruturas de aço, telefones e aquecimento central se escondiam atrás de uma cenografia medieval. No outro, 92 mil árvores foram plantadas depois da reconstrução para transformar também o entorno da fortaleza.

O que aproxima esses oito lugares é justamente aquilo que as fotografias tornam evidente: a arquitetura não pode ser completamente entendida sem observar a paisagem em que foi colocada.

Perguntas frequentes sobre castelos da Europa

Qual é o castelo construído em uma caverna na Europa?

O Castelo de Predjama, na Eslovênia, está encaixado na entrada de uma caverna no meio de uma falésia de 123 metros. O Guinness World Records o reconhece como o maior castelo construído na entrada de uma caverna.

Qual castelo da Europa atravessa um rio?

O Château de Chenonceau, na França. Sua longa galeria repousa sobre cinco arcos que atravessam o rio Cher.

Qual castelo europeu fica em uma ilha acessível conforme a maré?

St Michael’s Mount, na Cornualha, Inglaterra. Na maré baixa, uma antiga passagem de pedras liga a ilha ao continente. Quando a passagem fica submersa, barcos realizam a travessia durante a temporada de navegação.

Qual destes castelos possui 14 portões?

Hochosterwitz, na Áustria. O caminho que sobe até a fortaleza atravessa 14 portões fortificados, muitos deles construídos no século XVI.

Neuschwanstein é realmente medieval?

Não. A pedra fundamental de Neuschwanstein foi colocada em 1869. Ludwig II da Baviera concebeu o edifício como uma interpretação romântica do universo medieval, utilizando ao mesmo tempo algumas das tecnologias mais modernas disponíveis no século XIX. O conjunto de palácios do rei entrou na lista do Patrimônio Mundial em 2025.

Hohenzollern é um castelo medieval?

A montanha possui uma longa história de fortificações, mas o castelo visto atualmente é o terceiro construído no local e foi erguido entre 1850 e 1867. Uma capela do castelo anterior foi incorporada ao novo conjunto.

Todos os lugares desta seleção podem ser visitados?

Sim, os oito possuem visitação pública atualmente, embora regras, horários e períodos de funcionamento variem. St Michael’s Mount depende das marés, a caverna sob Predjama abre de junho a agosto e o interior de Neuschwanstein é acessado por visitas guiadas. Recomenda-se verificar os sites oficiais antes da viagem.